No espaço, de 750 m², visitantes terão contato direto com aves e répteis sob orientação de monitores

 

O Zoológico Municipal de Volta Redonda permanece fechado para visitações para colaborar com o isolamento social necessário no combate ao novo coronavírus, mas os serviços de manutenção e o cuidado com os animais não param. Na manhã desta quinta-feira, dia 09, houve a soltura das primeiras aves no Recinto de Imersão, criado para que os visitantes tenham contato direto com os animais. O momento de rara beleza foi acompanhado apenas pela equipe de paisagistas e tratadores do zoo, além do biólogo e da arquiteta responsáveis pela iniciativa.

 

O prefeito Samuca Silva é um entusiasta do Recinto de Imersão. “Aproximar a população da natureza, principalmente as crianças, é um papel importante do Zoológico Municipal. E com este espaço vamos elevar isso ao máximo. Não haverá grades nem telas entre as pessoas e os animais”, empolgou-se, afirmando ainda que a reforma iniciada em agosto do ano passado, e que está praticamente concluída, tornou o zoo mais moderno, aliado com os preceitos dos novos zoológicos pelo mundo. “Tenho um carinho enorme pelo lugar e tenho certeza que é um sentimento compartilhado por toda população. Não vejo a hora desse lugar voltar a ficar cheio de gente”.

 

O biólogo Almir Folly explicou que, para o Recinto de Imersão, foram trazidos animais exóticos de criadouros certificados que passaram por um período de quarentena no zoo para adaptação. “Foram introduzidos no recinto mais de trinta indivíduos de diferentes espécies como hagapornes, calopsitas, faisões, marrecos mandarim, gansos egípcios e periquitos. O local ainda vai receber casais de pavões brancos e arlequim, além de espécies de répteis”, contou Almir, lembrando que o espaço também é ideal para receber animais reabilitados no zoo, mas que não podem retornar à natureza.

 

O espaço, de 750 m², é todo telado e tem duas salas com três portas para que as pessoas possam entrar sem que as aves escapem. Entre as regras para entrar no recinto estão: a visita será sempre acompanhada de um monitor, não pode entrar com bolsa e nem portando comida, não é permitido uso de flash para fotos e também será controlado o barulho. “A princípio vamos permitir a entrada de cinco a dez pessoas por vez, que vão permanecer por cinco a dez minutos no local. É importante ressaltar que há um circuito pré-determinado, com guarda-corpo, para os visitantes percorrerem”, avisou Almir, lembrando que o acesso ao espaço é adaptado para cadeirantes.

 

O biólogo afirmou ainda que, assim que encerrar a pandemia da Covid-19 e o zoo for reaberto, o Recinto de Imersão estará preparado para receber a população. “Esse tempo de adaptação, sem visitantes, será muito importante para os animais. Acredito que eles cheguem a reproduzir no espaço e a reprodução em cativeiro é sinal de máxima adaptação ao local. Aproveito a data, já que o mês de abril é considerado o mês mundial contra os maus-tratos animais, para afirmar que aqui no zoo de Volta Redonda eles são prioridade”, disse.

 

A arquiteta e urbanista da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Cibely Loureiro, que faz a fiscalização da obra de reforma geral no zoológico, comprova a afirmação. “O ponto principal de toda reforma no zoo foi a adaptação dos recintos para melhorar a qualidade de vida do animal e facilitar o cambiamento, manejo dos animais pelos tratadores”.

 

Ela acrescentou que, mesmo fechado, o zoo continua passando por serviços de manutenção, como pintura e paisagismo, mas que está pronto para receber os visitantes. “O parque infantil foi revitalizado, ganhou brinquedos especiais para cadeirantes, e a área de piquenique também foi reformada”, contou Cibely.   

 
Por Renata Borges com fotos de Evandro Freitas – Secom/VR
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